7 de Julho 2008
Antologia Experimental
José Manuel Rodrigues
“Apresenta-se nesta exposição um dos nomes maiores da fotografia portuguesa contemporânea de projecção internacional, com uma vasta obra reconhecida e distinguida com vários prémios, entre os quais o Prémio Pessoa 1999.
Estamos perante um fotógrafo singular, aberto ao experimentalismo e à pesquisa que continuamente renovam e vivificam a sua arte. Às vezes irónico, muitas vezes poético, José M. Rodrigues explora os recursos estilísticos e técnicos mais diversos, que marcam a sua evolução como artista e enriquecem a complexidade formal e semântica do seu trabalho, sem comprometer uma identidade que é única.
A natureza especial deste projecto expositivo, site specific, resulta sobretudo da relação profunda entre a obra de José M. Rodrigues – vista e interpretada pelo Comissário -, e o espaço onde ela se apresenta. Foi esse o desafiop colocado a Rui Oliveira, que soube tirar partido das particularidades arquitectónicas e espaciais do Palácio da Inquisição para desenhar um percurso onde todos os olhares se cruzam.”
in folheto de apresentação da exposição de José Manuel Rodrigues, Fundação Eugénio de Almeida
“É preciso ver com os olhos por detrás da cabeça”
José Manuel Rodrigues
“” Antologia Experimental” (1972-1980), reúne segmentos do percurso fotográfico de José Manuel Rodrigues, explorando relações múltiplas entre fotografias das duas últimas décadas e o trabalho experimentalista realizado sobretudo na década de 1980, período em que o artista, então a residir na Holanda, manteve estreitas relações com os movimentos de vanguarda do centro da Europa.
Fotógrafo dos pés à cabeça (ou da cabeça aos pés), José Manuel Rodrigues diz que não saberia viver sem fotografar. Uma confissão apaixonada de quem fotografa de corpo inteiro e para quem o experimentalismo foi uma zona de pura respiração, que cruza até hoje com as práticas fotográficas clássicas.
Ao contrário dos escultores ou pintores que afirmam utilizar a fotografia parta dizer aquilo que não poderiam dizer de outro modo, José M. Rodrigues tem utilizado outras linguagens – instalação, objectos tridimensionais, vídeo, performance – para explorar e aprofundar o que pretende dizer como fotógrafo. Este aspecto talvez deva considerar-se a principal originalidade do seu percurso experimental, por comportar uma misteriosa unidade contida na diversidade, a par de factores de irreverência que o artista subordina ao sentido da ordem. José Manuel Rodrigues toma como suas as palavras do pintor Georges Braque: Amo a regra que corrige a emoção, amo a emoção que corrige a regra.”
in folheto de apresentação da Exposição de José Manuel Rodrigues, Fundação Eugénio de Almeida
http://www.fundacaoeugeniodealmeida.pt/
Links
www.forumea.com.pt















Uma correcção a fazer no 2º texto, na data a seguir a
Antologia Experimental (1972-2008). São 28 anos de diferença.